terça-feira, 17 de agosto de 2010

Crimes homofóbicos na Paraíba


Mais um de nossos irmãos homossexuais é assassinado em nosso Estado (Deleon da Silva Cirilo, 23 anos), na cidade de Patos. Os indícios mostram de forma evidente ter sido um crime homofóbico, pois a vítima foi encontrada com o aparelho celular no local, sendo descartada a idéia de roubo.
Até quando nossas autoridades vão negar que nossa sociedade ainda permanece sendo homofóbica, que o diferente não ocupa lugar de destaque nessa sociedade heterossexista/machista, onde o padrão ideal é do homem macho, viril é pregado como única forma de vivência de suas sexualidades. Cabe a cada um de nós reinvindicarmos políticas públicas para o segmento, buscando assim nos inserirmos na sociedade no mesmo patamar de igualdade, pois somos cidadãos de direitos. Quantas mortes mais serão necessárias para que possamos perceber o quão relegada a nossa classe se encontra em pleno século XXI?
Vamos lutar para mudar essa realidade.

Ednaldo da Costa Braz, pesquisador membro do PCH.

domingo, 15 de agosto de 2010


Foto referente a celebração do segundo aniversário do Projeto de Conscientização Homossexual.
Nesse domingo dia 15 de Agosto de 2010 nos reunimos para celebrar mais um ano de vida e trabalhos do PCH.Tivemos a ilustre presença de Vanusa Brito que palestrou com o tema "Entre o Ideal e o Real", com mais uma belíssima atuação comovente e digna de aplausos, ela com a sensibilidade costumeira nos emocionou ao falar dos ideais que buscamos nos dias atuais. Em seguida, foi aberto o espaço para os visitantes discutirem a respeito da palestra de Vanusa e sobre as próximas áreas de trabalho do projeto!Terminamos o 44º encontro degustando de um saboroso bolo de chocolate e salgados!Confraternizamos e desejamos que esse forúm de estudo e discussões, que é o PCH, perdure durante muito e muitos anos.Visando sempre a busca de dias melhores, sem preconceitos e lutando por respeito e dignidade.

Teciano Lacerda Cavalcanti Vice-Presidente do PCH.

terça-feira, 10 de agosto de 2010


Membros do Projeto de Conscientização Homossexual(PCH) celebrando o primeiro aniversário do projeto!Fundado em 10 de agosto de 2008, o PCH enfrentou vários problemas e continua enfrentando!A filosofia do projeto de reflexão,estudo e autoajuda, não atrae muitos adeptos. Os homossexuais como temos observado, são pessoas autosuficientes e pensam que não precisam de apoio nem de ajuda em suas vidas.Hoje o PCH completa exatos 2 anos de existência e continua sofrendo com a indiferença de nossos irmãos homossexuais!Somos pessoas com tantos conflitos internos, em sua maioria, desequilibrados sexualmente, alguns fúteis e sem conteúdo,que visam apenas sexo e prazeres momentâneos, outros adotam posturas degradantes que mancham mais e mais de forma negativa o nosso nome e reafirmam o que a sociedade e mídia pregam sobre nós todos os dias. Aí eu pergunto, será que não precisamos de um projeto que nos acolha e nos ajude a trilhar esse caminho errante e tão tortuoso?Será que somos pessoas fortes e esclarecidas sobre o que somos e o que buscamos?Será que é realmente necessário um projeto de conscientização para nos tornarmos seres melhores e mais dignos?Eu acredito que ao longo desses dois anos de estudos, conflitos e debates nos tornamos pessoas melhores, e tenho certeza que nossos irmãos gays precisam do amparo que obtivemos, não para se tornarem pessoas perfeitas, pois perfeição não existe, mas é preciso darmos as mãos e termos algum tipo de apoio.Nossa classe é muito desunida e egocêntrica!!E lembrem-se que por mais que a cada nova geração que surja, o número de homossexuais aumente,continuaremos sendo minoria e uma minoria perseguida e descriminada. Eu como membro fixo do PCH não me vejo mais sem esse projeto, hoje ele para mim é mais que uma religião, é uma filosofia de vida!Aprendemos, erramos, descutimos, discordamos,concordamos, argumentamos, sofremos, sentimos prazer, nos transformamos e evoluimos!Isso tudo é o PCH!Longa vida para o Projeto de Conscientização Homossexual, pois a caminhada é dura e árdua, mais acredito que o projeto resistirá, perseverá e sempre voltará de seus intervalos e recessos cada vez mais forte e obstinado!!


Teciano Lacerda Cavalcanti Vice-Presidente do PCH

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

COMENTARIOS SOBRE OS ADOLESCENTES DA BARRACA ARUBA EM SALVADOR

À primeira vista deve ser bastante interessante e atrativo aos olhos de todos que se encontram por ali, observar quatro adolescentes em pleno espaço público expressando livremente suas orientações sexuais fora dos padrões tidos como normais.
Vivas!!! Essa nova era da modernidade já permite que as pessoas externem suas formas de ser explicitamente sem grandes agravantes. Sim!!! É uma louvável conquista de séculos que ainda se arrasta na ignorância da humanidade. Em 1232 na Itália, em hipótese alguma poderíamos assistir a um show desses meninos, pois o Papa Gregório IX decreta a inquisição italiana e queima homossexuais em plena praça pública, ou quem sabe algumas décadas depois na França, no reinado de Luís IX, período que homossexuais masculinos são castrados e queimados e lésbicas são executadas.
Todos nós sabemos que ao se falar da prática e da vivência da sexualidade dos homossexuais, hoje já conhecido como homoafetivos, sempre foi marcada pela não expressividade e de cunho privado. Hoje a questão se tornou algo público de interesse em todas as áreas do conhecimento.Não se conquista espaço sem exposição e batalha, como afirmou GUNTER WALLRAFF... "Resolver os problemas depende primeiro de torná-los visíveis, mostrar o que é insustentável".
Devemos agradecer aos militantes que iniciaram a luta por essa liberdade tal qual fez João silvério Trevisan em 1978 em plena ditadura militar com repressão e censura, criou o grupo SOMOS de libertação dos homossexuais em busca de valorizar a identidade homossexual.Que identidade é essa? não vejo hoje e acho imprevisível se definir um padrão que identifique os homossexuais.
Durante a apresentação do vídeo o qual voçê pode acessá-lo no endereço (http://www.youtube.com/watch?v=O-VEHHtmziQ) não se escuta entre eles uma forma de tratamento que se use o nome próprio, sempre o tratamento é feito por nomes pejorativos incutidos da própria cultura gay ou palavras de genêro feminino. É essa cultura que se adquire e informam as pessoas sobre o que não somos ou tal comportamento faz parte de um mecanismo de elevado potencial para superar os entraves da vida e viver eternamente num palco?
O que se assiste não representa uma realidade local, trata-se de um fato global enrraizado da nossa cultura evidenciado onde quer que estejamos. O que faz aqueles adolescentes acreditarem que são DIVAS? Para quem vê, obviamente pela ótica construtiva, irá notar meninos de corpos franzinos sem identidade alguma e que precisam de orientação sexual, pois estão imersos num mundo MATRIX o qual trará consequências futuras por acreditarem ser... "as melhores, as poderosas...", alvo de todas as câmeras e holofotes do mundo.
Para outros, estes são engraçados e motivos de chacotas, bons para fazer o povo rir e serem ridicularizados , sem contar que a plateia geralmente aguça ao extremo até o ponto de rirem e fazer de conta que eles são realmente tudo aquilo que falaram. longe de minha intenção não compreender os potenciais artísticos daqueles que sabiamente dominam suas artes e as mostram em público com bastante profissionalismo.
Um eles se define como "passivo", se oferece e diz que não tem dono. Quando será que os homossexuais deixarão de depender dos padrões heterossexuais para falar de si mesmos?
Que diferença faz ser uma coisa ou outra?Na intimidade de um casal o que importa é o sentimento e a troca do prazer, a forma que ocorre não precisa ser publicada, é da intimidade.
Não ter dono suscita a qualquer entendedor que a pessoa está sem compromisso ou aberto a oportunidade, mas para quem quizer? Qualquer um? Bem, ser homossexual não significa colocar o sexo à frente de tudo ou sair à procura de qualquer pessoa pra transar. Apesar de que muitos ainda vivem essa confusão e não se dão o respeito e terminam por não vivenciarem sentimentos, mas sim objetos descartáveis que passam de mão em mão.
Falta muito por fazer por nós mesmos e por estes e outros que estão por aí jogados sem quaisquer orientações para a vida.Na verdade, eles não são culpados por se apresentarem assim, infelizmente é a melhor forma que encontram para assegurar a própria existência diante de uma sociedade homofóbica, mas que caminha para a tolerância, o que precisamos é mostrar o outro lado que se esconde dentro de nós, o afeto, a bondade, o companherismo e o principal que é o respeito e a luta pelos direitos ainda não conquistados.
Para nós do PCH esta realidade não dever ser relegada ou ignorada, nem mesmo motivo de vergonha e desprezo, mas sim de objeto de estudo e preocupação, pois o que se verifica neste vídeo são consequências e não as causas.O nosso olhar deve ser de empatia e assumir a postura de um militante em busca de soluções que ao menos amenizem a situação e para tal, faz-se necessário doar-se e lutar por dias melhores.

Texto produzido por Eduardo Ildefonso, presidente do PCH